sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Último dia
A menos de um dia do final da campanha autárquica, os candidatos gastam os últimos cartuchos. Atrás, de discursos improvisados ou mais elaborados, estes candidatos homens/mulheres são sem dúvida uns resistentes. Deverão ter os seus segredos para vencer este desafio, de calcorrear o concelho de lés a lés, quilómetros cronometrados, converter os indecisos, esclarecer duvidas, fazer promessas (umas para cumprir – outras nem por isso), privarem-se da família e do descanso… mas a acima de tudo apelar ao voto.
Finalmente vai acabar, as caravanas barulhentas, o sorrisinho no dente e os panfletos na mão… vai acabar NÓS É QUE SOMOS MELHOR – VOTE EM NÓS.
Mais sorte e sem se darem a esse trabalho tiveram estes que desde logo estarão eleitos, desde que não se esqueçam de ir votar… (Aqui para saber)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Nem era preciso este estudo…
Em média, num ano eleitoral as despesas autárquicas - a maior parte relacionadas com obra visível, como rotundas, pontes, estradas, etc. - aumenta 10,45%. E os défices camarários também.
O estudo demonstra também que os gastos tendem a aumentar quando mais dificuldades o presidente recandidato espera enfrentar para ser reeleito. (Aqui para ler o artigo na íntegra)
Campanha autárquica
Hoje o dia de campanha foi muito complicado devido à chuva e ao vento e a um cansaço de morte. Feitas as contas já devo ter palmilhado tantos quilómetros como os peregrinos que vão a pé a Fátima, para mal dos meus pecados. Mas há sempre algumas compensações. De manhã, pelas nove horas, fomos à feira semanal. Como chovia que Deus a dava, tive que me abrigar debaixo de uma tenda de comes e bebes. Fiquei ao lado de um assador. O técnico que estava a operar, velho conhecido, olhou para mim enquanto eu olhava para pequenas e amareladas sardinhas. O safado sorriu e disse: - Vai uma sardinha? Provavelmente disse isso na expectativa de que eu recusasse participar neste tradicional mata-bicho. Respondi-lhe: - Só uma? – Mas quer mesmo? – Quero pois! Peguei nos saborosos bichos e, para escândalo dos restantes membros da comitiva, deliciei-me como há muito não fazia, comer sardinhas assadas, mas das pequeninas, saborosas, logo pela manhã. Só não bebi um copito, embora estivesse tentado a fazer, por medo de algum efeito menos positivo. É que o dia tinha acabado de começar e não sabia o que poderia encontrar ao longo da jornada.
A meio da tarde, num pequeno povoado, entramos numa tasca. Recuei cinquenta anos. Alguns beberam água e outros tentaram-se por um copito de tinto, embora já tivessem apreciado a gentileza de alguns eleitores que, assim que eram abordados nas suas habitações, os enfiavam de imediato nas suas adegas, colocando de lado a propaganda. Voltando à tasca – cheia de matéria para escrever coisas interessantes -, não resisti a tirar a fotografia que precede esta crónica. Perguntei ao taberneiro, que fazia jus à sua profissão, se era verdade que saíam mesmo bêbados. Respondeu-me que sim e muitas vezes até já entravam nesse estado.
Passado algum tempo, vi ao fundo de uma estreita vereda uma senhora de meia-idade avançada, com traços de ter sido muito loura e portadora de belos olhos azuis – naquelas bandas é comum este fenótipo a lembrar, muito provavelmente, a passagem dos soldados de Massena há duzentos anos. Éramos um grupo jeitoso. Como eu ia à frente, um pouco destacado, acabei por ser o primeiro a cruzar com a senhora. Esta, para e, ao olhar para mim com aqueles desafiantes olhos, dispara: - Vocês não fazem barulho nenhum! Caramba! Não fazem barulho! Parecem mesmo uns castrados! Os outros chegam aqui e fazem um barulho dos diabos. Eu fiquei de boca aberta perante a forma maliciosa com que disse aquilo e interpretei como um voto mais do que garantido. Ainda lhe respondi que era do cansaço, e até estive tentado a dizer que podia ser mais qualquer coisita... Não disse, porque ainda tínhamos que ir confraternizar a seguir com uma dúzia e meia de eleitores do povoado, num pequeno largo, saboreando uns nacos de boroa e carne de porco, sempre acompanhados pela música de Quim Barreiros e do Rouxinol Faduncho cujas letras já comecei a decorar. E que letras...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Novidade
Existe (não sei há quanto tempo) um site da candidatura de José Machado , para além do site de Telmo Faria.
Pousada de Óbidos vai ter piscina
A Pousada de Óbidos vai passar de obras de melhoramentos e ampliação, com o objectivo de passar dos actuais sete para 16 quartos. "Vamos agora lançar as consultas para a construção. E a Pousada de Óbidos também vai ficar com uma piscina exterior", adianta José Castelão Costa, administrador do grupo Pestana responsável pela rede de pousadas.
Castelão Costa chama a atenção para o facto da reduzida dimensão das pousadas antigas, e as suas restrições em termos de intervenção (por se tratarem de edifícios históricos) condicionar directamente os resultados de exploração. É o caso da Pousada de Óbidos, que tem habitualmente elevadas taxas de ocupação, e não há condições para estas subirem por falta de capacidade.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
A blogosfera partidária (concelhia) /eleições autárquicas
Seria desejável maior intervenção e participação dos partidos especialmente nesta última e derradeira etapa. Parece que renunciaram fazer passar a mensagem para o eleitorado.
Vejamos:
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Cultura participativa
A "cultura cívica ou política" dos cidadãos, um dos pilares da gestão dos assuntos públicos, define-se como "o conjunto de crenças, sentimentos e valores que ligam os indivíduos ao sistema político". Os cidadãos podem conhecer perfeitamente os poderes públicos ou podem desconhecê-los por completo ou até receá-los. Ora, este processo, esta relação, tem três categorias: há uma "cultura paroquial" quando os cidadãos desconhecem o funcionamento da política e não sabem como são tomadas as decisões; a "cultura de sujeição" verifica-se quando os administrados sabem e compreendem o funcionamento da organização do Estado ou das Autarquias, mas não se envolvem; e a terceira categoria é a "cultura participativa", quando os cidadãos têm consciência do sistema, do seu funcionamento e se envolvem, política e civicamente, quando intervêm nos partidos políticos, nas organizações sociais, nas assembleias públicas (Câmaras e Assembleias) por exemplo.
Em consequência destes tipos de categorias, um Executivo municipal será tanto mais eficaz e com soluções mais adequadas às expectativas - e, portanto, mais respeitado enquanto instituição democrática -, quanto mais questionado, solicitado, participado pelos cidadãos. E pode dizer-se que cidadãos de cultura paroquial ou de sujeição propiciam um poder mais conservador. Mas cidadãos de cultura participativa questionam as decisões tomadas, intervêm a montante das mesmas, manifestam a sua discordância, organizam-se em protestos ou em grupos de pressão e conseguem ganhos de causa. Escusado será dizer qual é a categoria que mais interessa a uma comunidade progressista.
domingo, 4 de outubro de 2009
A propósito desta campanha…
A blogosfera é um veículo onde as diferenças de opinião e dos estados da alma circulam em liberdade e instantaneamente. Cheguei tarde, depois parei … retomei porque é um lugar divertido e é por isso que aqui ando. Demorei algum tempo a perceber a dinâmica dos conflitos, quase sempre empolgados, e a sentir o encanto do exercício da liberdade. Como podemos aceitar que o exercício de uma liberdade e da comunhão que essa liberdade implica se transforme num acto de calúnia constante?Agora a minha dúvida - esta de ordem técnica - é a ligeireza com que se faz um post implicando alguém e o mesmo é corrigido (devido a um comentário) e como se consegue apagar um comentário sem que fique registado:
Comentário eliminado
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sábado, 3 de outubro de 2009
Afinal…sempre houve
Com os candidatos a presidente de câmara, Telmo Faria, José Machado, Francisco Braz Teixeira e Rui Raposo, o debate ficou mais rico e esclarecedor. Todos estiveram bem, mas talvez o que menos bem esteve foi o José Machado (lendo o seu manifesto eleitoral durante grande parte do debate).
Quatro visões para o Concelho
Como é fim-de-semana, poderá dar uma vista de olhos, confrontando a visão de cada um dos candidatos. (clique no recorte para ler).
Boa iniciativa da Gazeta das Caldas.
Que medidas propõe para o seu concelho? Como gostaria de o ver daqui a 10 anos? Quais os investimentos prioritários? O que representa Caldas da Rainha para o concelho de Óbidos?
Estas algumas das perguntas que fizemos aos quatro cabeças de lista dos quatro partidos concorrentes à Câmara de Óbidos e cujas respostas hoje trazemos a público numa mini-entrevista bastante esclarecedora e rica em ideias.
Óbidos vai ter um hotel Hilton
Óbidos foi a localidade escolhida, fora do Algarve, para receber, dentro de dois anos, o quarto hotel de cinco estrelas da cadeia Hilton. O negócio foi fechado, esta semana, entre a cadeia internacional e o grupo Acordo, apurou o Económico junto de uma fonte da promotora do projecto Bom Sucesso. (Aqui para ler o resto da noticia)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Que dia é hoje?
(para ler clique na imagem - sacada daqui - "in Diário de Notícias de 28.12.2008")
Estamos em plena época natalícia, amanhã é 29 de Dezembro de 2008, depois das trocas de prendas um Ano Novo se avizinha. Desejos de um bom 2009, que seja um ano de retoma económica, sem escândalos políticos, sem escutas, que o desemprego diminua (blá, blá, blá – e como estamos em campanha – blá, blá, blá, blá, blá, blá…)
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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