sábado, 19 de janeiro de 2008

Elasticidade... toca a esticar até rebentar!

A afirmação da autarquia de que “a nova organização do espaço do evento faz com que não existem momentos de espera” faria todo o sentido se o verbo tivesse outra conjugação e em vez de faz fosse fez...
Pressupõem-se que uma organização é formada por um conjunto de pessoas, equipamentos, recursos financeiros e outros e da combinação de todos estes elementos orientados para um objectivo comum – neste caso concreto o evento. Só que no presente caso apenas visava bater o recorde anterior – com mais espaço inevitavelmente queriam mais visitantes. Esse objectivo apenas foi atingido quantitativamente…
Sem dúvida 200 mil é o resultado inquestionável para a organização. Duas centenas de milhar de visitantes consegue dissimular e disfarçar o outro lado que não entra na contabilidade do sucesso - a quantidade de pessoas que embora tenham gostado mas sentiram-se desfraldadas nas suas expectativas!
Reconhecendo que houve melhoramentos, a resolução da questão não está na elasticidade, mas sim na optimização… se o espaço físico apenas comporta um determinado número de pessoas, para quê tentar contrariar a lei física…
Seria preferível flexibilizar a calendarização do evento com a venda de ingressos previamente, criando-se assim uma auto-regulação no fluxo de pessoas.
Óbidos Vila Natal Bes foi um sucesso em termo de visitantes, mas na questão organizacional voltou uma vez mais a ficar aquém das expectativas de quem nos visita.
Naturalmente que essa responsabilidade tem que ser remetida para a Empresa ÓBIDOS PATRIMONIUM – E.M. que tem a seu encargo a produção de eventos de carácter turístico e cultural, a prestação de serviços desse âmbito, a gestão das infra-estruturas existentes e a rentabilização de espaços de lazer, a promoção turística e dos eventos produzidos, o intercâmbio com outras comunidades e parcerias diversas com vista ao desenvolvimento de laços culturais e comerciais.
Nem sequer esboçou um pedido de desculpa, apenas pediu para darem uma voltinha…
Se a aposta é, para além da divulgação de imagem de Óbidos, a massificação do evento, a CMO tem terrenos na proximidade das muralhas e criem-se condições e infra-estruturas para comportarem multidões. A criação de um espaço sobranceiro ao castelo, com boas condições de acessibilidade, estacionamento, instalações sanitárias, espaços para restaurantes e similares que a OP poderia concessionar.
Todos os eventos Óbidos Vila Natal, chocolate, concertos e outro tipo de concentrações teriam um espaço com condições e devidamente infraestruturado.
Sem pretender criar “guetos turísticos” mas diferenciando pela positiva e compatibilizando estas duas vertentes todos beneficiarão: o turismo de qualidade e este fluxo desordenado e invasor!
Óbidos só teria a ganhar, as pessoas poderiam visitar este novo espaço de lazer e o núcleo histórico e até mesmo a OP teria um trabalho mais facilitado.

4 comentários:

Anónimo disse...

Seria interessante a construção de um espaço para albergar este tipo de eventos. Com entrada diferenciada e completamente separada das muralhas. Existem tantos terrenos - a CMO não é propretária de um terreno nas Caxinas com 11 ha?

parvus disse...

Já que os inventaram, que saibam enquadra-los no sítio certo, até podem fazer uma feira popular, uma Telmo's world, mas por favor saiam da Vila, antes que seja a Vila a sair de nós.

Anónimo disse...

Não, como a receita ainda foi pouca ,se calhar vão alargar a muralha !!!

VILA DE OBIDOS ,VILA DE OBIDOS ,o que eles te estão a fazer !

QUE VERGOMHA !!!!!!!!!!!!!!!!!
SENHORES .......

Anónimo disse...

Com tanto sucesso pode voltar a concorrer para a CM de Peniche...